Bettina da Empiricus, fraude publicitaria?

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Formada em Administração na Furb, em Blumenau, a garota de 22 anos ganhou fama por conta de anúncios no YouTube .


"Oi! Meu nome é Bettina, tenho 22 anos e R$ 1,042 milhão de patrimônio acumulado.”

Bettina | Empiricus

Neste sábado, 16, o consultor e professor de marketing, Rafael Rez, publicou um artigo sobre o tema Bettina, em seu Facebook. Intitulado “Os grandes lucros são feitos de gente deslumbrada”, o texto afirma que a empresa vende promessas de resultados mirabolantes na Bolsa de Valores e que, inclusive, o mercado já reclamou de sua postura.

Porém, segundo ele, essa situação continua, porque “a fé de quem deseja ser enganado é inabalável”.


Também conforme ele, pessoas de fé inabalável são pessoas deslumbradas. “Gente que acredita em promessas mirabolantes, em segredos ocultos, em macetes e atalhos para chegar a resultados que sabidamente exigem esforço”, escreve.


Sobre o sucesso de Bettina, inclusive, ele diz ser “absolutamente implausível. Alguns especialistas em investimentos inclusive já prometeram doar R$ 20.000 caso Bettina mostre as notas de corretagem provando os feitos”.


Em sete dias, o vídeo teve mais de 15 milhões de visualizações. Felipe Miranda, diretor executivo da Empiricus, investiu R$ 2 milhões na campanha e diz que o resultado foi o melhor já obtido. Muitos, porém, duvidam da evolução do patrimônio tal como é contada na propaganda. O economista Samy Dana, especialista em finanças pessoais e colunista do GLOBO, calcula que, se ela seguisse essa tendência de crescimento, em 15 anos seria dona de um patrimônio 2 milhões de vezes maior que o PIB dos Estados Unidos e 316 milhões de vezes a fortuna de Jeff Bezos, fundador da Amazon e o homem mais rico do mundo.


— Não conheço ninguém que tenha feito isso com ações. Não posso dizer que é impossível, mas é muito improvável. Talvez a chance seja menor do que ganhar na Mega Sena — avalia.


A Empiricus trava uma briga na Justiça com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) justamente por causa de promessas de ganhos. No ano passado, a empresa conseguiu liminar para não ser considerada uma empresa de análise de investimentos e, assim, ficar de fora da fiscalização do órgão regulador do mercado, que deseja moderar o tom do marketing da Empiricus. A CVM reverteu a decisão em dezembro, e a briga na Justiça ainda deve continuar. A Empiricus já recorreu.



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